São Paulo, Brasil
20 de junho de 2022
Este projeto está localizado em São Paulo, onde existe um pomar de 120 hectares. Embora a zona tenha um clima subtropical, debate-se com uma precipitação irregular: chuvas curtas e intensas no verão são seguidas de períodos de seca prolongados (frequentemente 3-4 meses) em que as taxas de evaporação semanais sobem para 80-100 mm, impulsionadas por temperaturas diurnas de 30-35 °C. Para as árvores de citrinos, é necessária água estável durante as fases críticas, como a floração e o desenvolvimento dos frutos. A seca pode fazer com que as folhas murchem e a rega excessiva após o escoamento da chuva pode levar ao apodrecimento das raízes, afectando assim o rendimento e a qualidade dos frutos.
Antes da parceria com o GoldRainirrig, o pomar dependia da irrigação por inundação: grandes tubos libertavam água ao longo de linhas inteiras, encharcando o solo de forma desigual. Este método desperdiçava 30% de água em escoamento e evaporação, e a sua imprecisão significava que algumas árvores recebiam muito pouca água (produzindo frutos pequenos e pálidos) enquanto outras se afogavam (levando a uma queda de 15-20% de frutos). Pior ainda, o sistema requer bombas de água de alta potência para empurrar a água através do vasto pomar, reduzindo assim os lucros da quinta.
A solução da GoldRainirrig centrou-se em kits de montagem de microaspersores com estacas. Estes microaspersores foram montados em estacas baixas, dirigindo um jato suave e direcionado (1,5-2 metros de diâmetro) à volta da zona das raízes e da copa de cada árvore. Ao contrário da irrigação por inundação, a pulverização fornece água lentamente, permitindo que o solo a absorva totalmente; também arrefece ligeiramente a copa da árvore, atenuando o stress térmico durante os períodos de seca.
Os agricultores notaram que a cor dos citrinos melhorou significativamente e deixou de ter a tonalidade pálida e irregular. Como as árvores receberam água continuamente e as suas raízes não foram danificadas, a quantidade de queda de frutos diminuiu em 12%. O pomar também reduziu o seu consumo de água em cerca de 20%, poupando mais de 500.000 metros cúbicos por ano. Ao mesmo tempo, reduziu os mesmos custos de energia, graças aos baixos requisitos de pressão de água do sistema de microaspersão, que permite à exploração utilizar bombas mais pequenas e mais eficientes.
Numa região onde a variabilidade climática é cada vez maior, os microaspersores transformaram a imprevisibilidade em controlo, assegurando colheitas consistentes e protegendo o papel da quinta na cadeia vital de fornecimento de citrinos de São Paulo.